Ao contrário do que havia sido informado inicialmente pelo Alvinegro Praiano, no entanto, os 3 milhões de euros, correspondentes a 60% dos direitos do jogador, não correspondem à parte são-paulina do negócio.
Isto porque a divisão dos direitos econômicos do volante foi feita da seguinte forma: o São Paulo possuiu 40% dos direitos, a MFD Investimentos Esportivos mais 40% e os 20% restantes são do próprio Arouca.
Sendo assim, o Santos pretende realmente comprar os direitos econômicos do meio-campista em sua totalidade, que de acordo com o contrato, foram estipulados em 5 milhões de euros. Os santistas têm procurado abaixar esse valor, negociando com o Tricolor e com os demais participantes dos direitos de Arouca.
Mas, caso isso não seja possível, o Peixe pode desembolsar a quantia inicial de 3 milhões de euros e adquirir a parte da MFD e do próprio jogador na composição. Isto porque, de acordo com o advogado do clube, João Vicente Gazolla, os são-paulinos abriram mão, na assinatura do contrato de empréstimo do volante ao time da Vila Belmiro, de exercer a prioridade no direito de compra dos demais 60%, divididos entre a empresa e Arouca.
- O São Paulo abriu mão da prioridade de negociar com a empresa a compra dos direitos. Portanto, se pagarmos os 5 milhões de euros, que é o valor estabelecido em contrato pelo total dos direitos do Arouca, apenas 2 milhões ficariam com o São Paulo e o restante, 3 milhões de euros, com o investidor e o Arouca.
Destacando as alternativas que o Alvinegro Praiano tem para fechar a compra de Arouca, o advogado ainda revelou que, se alguma equipe do exterior surgir interessada e resolver comprar os direitos econômicos de Arouca, o Santos ainda pode lucrar com uma eventual transação. Para que isso aconteça, o advogado disse que os santistas precisam depositar os 3 milhões de euros até a data limite para exercer a sua preferência nos direitos pertencentes à MFD e ao jogador.
- A situação é confortável para o Santos. Se, por exemplo, chegar o Barcelona e pagar 20 milhões de euros, leva o Arouca. Mas o Santos tem a prioridade de pagar 3 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos do Arouca, como está estabelecido em contrato e no caso de uma venda como essa, receber 60% do valor. De 20 milhões ficaríamos com 12 milhões de euros. O Santos só não recebe nada, caso não desembolse os 3 milhões de euros.
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